KAKAW

Mineira de nascença, com descendência indígena por parte de mãe e de pai. Desde pequena tem vivido o processo de retomada e resgate de sua identidade. Tudo teve início com seu pai que trouxe suas raízes para o nome da artista, e isso se tornou parte da força do seu trabalho.
A ilustradora, formada em design, teve seu primeiro contato com os desenhos ainda pequena, e seus pais sempre a apoiaram e incentivaram. Já na arte de rua seu primeiro contato foi com os lambe-lambes e stickers, até que se sentiu confortável para ir para o grafitti. Ao conhecer o spray, Kakaw diz que encontrou a sua ferramenta favorita. Ela faz do tecido da cidade o seu grande caderno.
Ela iniciou no graffiti há 7 anos, no mesmo momento em que vivia a fundo sua identidade indígena e começava a conhecer melhor a palavra feminismo, assim como o seu significado.Foi então que tudo começou a andar junto e kakaw trouxe suas vivências para seu trabalho. Ela busca compartilhar seu pensamento decolonial com o objetivo de quebrar tabus e estereótipos, subverter as ideias pré-julgadas do que significa o corpo da mulher, do que é o feminino, o que é o corpo dessa mulher indígena e negra que vive na cidade.
Além do seu talento indiscutível nas artes, Kakaw ainda luta pelas causas sociais que acredita. Ela é Coordenadora de uma rede Latino Americana de mulheres e QUEERS da arte urbana, o Todas BR. É integrante da crew belo-horizontina “Nunca Fui Barbie” e também faz parte do Comitê Mineiro de Apoio à Causas Indígenas.
Kawany entrou no mundo intimista das telas no ano de 2019, e conta que sentiu saudades do suporte das ruas durante o processo de criação dos painéis da Galeria Caus, então resolveu trazer para esse trabalho um pouco dessas inúmeras texturas que a cidade tem,seja ela física, sonora ou visual.